A teoria das probabilidades como conhecemos
hoje, teve seu início nos jogos de azar. Girolamo Cardano (1.501-1.576) e
Galileu Galilei (1.564-1.642) estão entre os primeiros matemáticos a analisar,
matematicamente, os jogos dos dados.
Depois disso, Blaise Pascal (1.623-1.662),
consultado por um amigo que era jogador fanático, Chevalier de Méré, sobre
questões do jogo de dados, manteve correspondência com Pierre de Fermat
(1.601-1.665).Dessa correspondência entre Pascal e Fermat e de suas pesquisas
observando vários situações de jogos de azar é que evoluiu a teoria das
probabilidades.
Outros matemáticos que se dedicaram,
direta ou indiretamente, ao estudo das probabilidades foram: o holandês Christian
Huygens (1.629-1.695), ao qual é atribuído o primeiro livro sobre
probabilidades; Abraham de Moivre (1.667-1.754), francês que viveu na
Inglaterra na época de Newton e Halley e escreveu, em 1.718, a Doutrina das
probabilidades; e Jacob Bernouilli (1654-1705).
Mais tarde, Leonhard Euler (1.707-1.783) e
Jean-Baptiste D’Alembert (1.717-1.783) desenvolveram outros estudos sobre
probabilidades, aplicando-os à Economia, às Ciências Sociais e a loterias.
Segundo Carl Boyer, “entre os problemas de loteria que Euller publicou em
1.765, o mais simples é o seguinte: suponha que n bilhetes são numerados
consecutivamente de 1 a n e que três bilhetes são tirados ao acaso; então a
probabilidade de que três números consecutivos sejam tirados é 2.3 “
n(n-1)
Ainda segundo Boyer, “a teoria das probabilidades deve mais a Laplace
(1.749-1.827) que a qualquer outro matemático. A partir de 1.774 ele escreveu
muitos artigos sobre o assunto, cujos resultados ele incorporou no clássico
Théorie analytique dês probabilités de 1.812. Ele considerou a teoria em todos
os aspectos e em todos os níveis.”.
Atualmente, a teoria das probabilidades é
muito usada na teoria dos jogos, em Estatística, em Biologia, em Psicologia, em
Sociologia, em Economia e em pesquisa operacional.
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